quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A PROPÓSITO DA ONDA (RE)PRIVATIZADORA

{O destaque é meu}

"DEVOLVER COMPETÊNCIAS
(da edição de o Público espanhol de 13 de Agosto, Opinião de Joan Garí)

De súbito, todos os presidentes das autonomias governadas pelo PP [Partido Popular espanhol] começaram a entoar o mesmo hino: devolver competências. Como a crise apertava, tiveram esta genial ideia: em vez de gerirem a justiça (ou a educação ou a saúde) no vermelho, melhor seria devolvê-la ao Estado [central]. Muito bonito, claro. Agora imaginemos, por um momento, que tal atitude se generalizasse. Seria como se se contratasse um motorista que, uma vez no seu posto de trabalho, logo viesse dizer que o melhor era mesmo devolver o carro ao stand. Bem, seria despedimento pela certa, não?
Não podemos despedir políticos incompetentes (sem competências), pois que foram eleitos pelos cidadãos que, talvez, também tenham as suas lógicas limitações. Mas o que podemos perguntar é que raio faz esta gente nos cargos que desempenha. Que eu saiba, não é obrigatório gerir assuntos públicos. Se uma pessoa não acredita nos serviços públicos de saúde ou educação, então para que se propõe geri-los? A primeira coisa a exigir de um político é que acredite na coisa pública. Se assim é, então pois que vá trabalhar para a Telefónica (empresa privatizada pelos que não acreditavam no serviço público, certamente) e cobre o seu salário por conta dos accionistas.
Reconheço que esta teoria é um pouco ingénua. O que seria de alguns políticos se não pudessem meter a mão nos orçamentos públicos.
(…)
É que há alguns políticos que só acreditam no privado e nas privatizações, embora necessitem dos fundos públicos para levar a cabo os seus projectos.
(…)
Segui, pois, votando nesses amados líderes. E  o último que apague a luz."

Por cá também vamos muito bem de privatizações... E não deixa de ter piada a solução que os nossos governantes (os que são leitos para governar a coisa pública!) arranjam para diminuir a despesa dos serviços públicos ou dos bens não transaccionáveis de primeira necessidade: 

privatiza-se, 

PESTÁCLARO!

domingo, 21 de agosto de 2011

AS AGÊNCIAS AUMENTAM O ORÇAMENTO PARA LOBBYING (da edição de 16 de Agosto de 2011, de o "Público" espanhol, por P. RUSIÑOL, Madrid)

“ As três grandes agências de qualificação (Moody’s, Standart & Poor’s e  Fitch) destinaram, conjuntamente, no primeiro semestre do ano 1,76 milhões de dólares em acções de lobbying para influir o Congresso dos Estados Unidos que está debatendo medidas mais rigorosas de  regulação do sector, segundo uma investigação da Associated Press (AP).
Enquanto condicionavam a acção legislativa do Congresso, as três agências avisaram que haviam colocado em revisão a qualidade dos títulos de dívida pública americana. E a S&P, inclusivamente, resolveu baixar a notação, o que causou, na semana passada o afundamento das bolsas de todo o mundo.
A nota da AP acrescenta "os analistas sublinham o potencial conflito de interesses pelo jogo duplo das agências de rating, que qualificam a dívida ao mesmo tempo que pressionam o Congresso". E cita David Dapice, da Universidade de Tufts (Massachusets): "É óbvio que o actual sistema é imperfeito e que na base há conflito de interesses".
Na macroinvestigação que levou a cabo após o crash finaceiro, o Congresso dos Estados Unidos concluiu que as agências de rating tiveram um papel "chave" na crise e que "esta não teria tido lugar sem as agências".
(...)”

E o artigo prossegue com mais revelações…

PESTÁCLARO!